Os produtores da Wargaming.net, desenvolvedora dos jogos World of Tanks e World of Warplanes, fizeram um vídeo discutindo detalhes da jogabilidade e das estratégias utilizadas em seu terceiro título: World of Warships.
Mantendo-se
fiel aos temas baseados em combate de guerra, o título incluirá vários
tipos de navios, indo desde cruzadores até destroieres. Entretanto, os
submarinos foram deixados de fora da aventura. “No começo do jogo é tudo
tranquilo e bonito, depois as coisas ficam agitadas. São diversos
ataques e torpedos vindo de todas as direções. Tudo isso em questão de
segundos”, informa Nedra Boukhris, produtora associada do título.
Um
dos diferenciais das batalhas no mar é que elas são mais lentas.
Entretanto, elas requerem maior estratégia, interações e pensamentos
táticos. Afinal, um ataque surpresa pode ser lançado tanto por céu
quanto pelo mar. O jogador deverá ficar atento a qualquer oportunidade
de ataque e se defender o máximo possível.
Um dos desenvolvedores
informa que, se compararmos a jogabilidade do título aos termos de World
of Tanks, ela é semelhante ao Maus, embora equipada com vários AAPs,
navegando calmamente a quase 50 quilômetros por hora.
Navios de guerra
No
game estão inclusas quatro classificações de navios: porta-aviões,
encouraçados, cruzadores e destroieres. Com os porta-aviões, é possível
atacar usando bombas e torpedos, utilizando para isso os aviões
batedores, para achar os inimigos, e os caças, que contra-atacam as
aeronaves.
Já os encouraçados são a grande atração do jogo.
Segundo os produtores, quando alguém lembra da Segunda Guerra Mundial,
esses modelos de navios são os mais característicos e os mais marcantes.
Contudo, os cruzadores são os mais versáteis, pois oferecem uma boa
blindagem, velocidade e poderio de fogo razoavelmente mais pesado. Além
disso, eles são rápidos e conseguem demonstrar seus poderes sempre que
for necessário.
Por sua vez, os destroieres são semelhantes a um
taque leve equipado com canhões KV-2 quádruplos. Eles são bons para
chegar em seu destino rapidamente, esconder-se e depois atacar. Como o
próprio nome sugere, a força é o grande destaque desse modelo.
Cadê os submarinos?
Os
produtores afirmam que estudaram a possibilidade de incluir submarinos
no jogo, mas, por serem pequenos, eles são praticamente invisíveis no
campo de batalha – a não ser que estejam dentro do alcance ASDIC
(Sonar). Fora isso, apesar de os submarinos possuírem um ataque
devastador, assim que detectados eles são eliminados imediatamente, pois
não possuem capacidade de sobrevivência.
“Mesmo que os submarinos
tenham desempenhando um papel importante na história da Segunda guerra
Mundial, eles não funcionam com a jogabilidade do game”, finaliza
Nicholas Moran, diretor de relações militares do jogo.
Levando a sério
Para
realizar a construção dos modelos vistos no jogo, a Wargaming.net levou
a equipe de produção e design em várias viagens para conhecer
diferentes modelos reais espalhados pelos quatro cantos dos Estados
Unidos. Com isso, eles puderam conferir de destroieres a encouraçados.
Dessa maneira, os desenvolvedores conseguiriam criar modelos gráficos
autênticos, mais próximos da realidade.
“Quando você vê os navios
pessoalmente, eles não são fotos ou modelos, mas sim máquinas
monstruosas de aço que se movem e atiram. Dessa maneira, você passa a
entender a realidade disso tudo e percebe como as coisas deveriam ser no
jogo” conclui Andrey Gashjov, líder de produção do World of Warships.